Professores e Sintepe se organizam para barrar retirada do espanhol da Matriz Curricular

O tema será colocado na Mesa com o Governo em negociação marcada para 8 de março

Escrito por: Ascom Sintepe • Publicado em: 07/03/2018 - 11:23 • Última modificação: 07/03/2018 - 11:34 Escrito por: Ascom Sintepe Publicado em: 07/03/2018 - 11:23 Última modificação: 07/03/2018 - 11:34

No último sábado (03) representantes dos professores e professoras de espanhol, estudantes, acadêmicos e dirigente do Sintepe se reuniram no auditório do Sindicato para discutir estratégias para reverter o retrocesso na Portaria SEE 637, de 29 de janeiro de 2018, que retira a obrigatoriedade do ensino de Espanhol da Matriz Curricular das Escolas de Referência e Escolas Técnicas Estaduais.

O clima da plenária era de indignação, pois a medida é uma contradição com os últimos investimentos na língua feitos pelos/as trabalhadores/as em educação da rede estadual e com o crescente interesse pelo idioma, falado por todos os países que fazem fronteira com o Brasil (exceto Suriname e Guianas). "Muitos dos presentes se emocionaram, pois anos de dedicação e investimento podem ser destruídos com apenas uma canetada do governador", lembrou o presidente do Sintepe, Fernando Melo.

Fernando Melo também confirmou que o tema será colocado na Mesa com o Governo do Estado, em negociação marcada para 8 de março entre o Sintepe e as secretarias de Educação e de Administração. "Passa a fazer parte da pauta de reivindicações e passa a ser uma questão coletiva de interesse de toda a categoria", disse.

Para Imara Benfica, coordenadora do Curso de Espanhol da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), a retirada o idioma da Matriz Curricular é uma ação ideológica e contrária a integração dos povos da América Latina. "Existe o reconhecimento da relevância do nosso trabalho, se não fosse importante, não seríamos alvo de ataque. Trata-se de uma reforma de cunho político, não se trata de novas concepções pedagógicas, mas concepções de mundo, retirar a formação crítica para gerar mão-de-obra barata", disse. "Levar o Espanhol para as escolas não é só levar o idioma, mas uma perspectiva mais ampla de integração", concluiu a professora.

Janaina Vanina, professora de espanhol da Escola de Referência Porto Digital, já teve parte de sua carga horária preenchida com aulas de Empreendedorismo e Direitos Humanos e Cidadania. Para ela, "uma frustração", pois não é especialista nas disciplinas. Janaina é uma das organizadoras do movimento de professores de espanhol e acredita que os docentes participarão mais ativamente das próximas atividades. "Eu não me sinto uma derrotada. Sinto-me mais forte para buscar aquilo no que acreditamos, investimos e nos dedicamos. Não adianta apenas reclamar, e sim, clamar. Desesperar jamais, acreditar na esperança que não vem do 'esperar', mas sim do 'esperançar'", disse, referindo a célebre frase do educador Paulo Freire.

Estiveram presentes representantes dos cursos de Espanhol da UFPE, do Departamento de Letras da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), do Conselho Estadual de Educação, da Associação dos Professores de Espanhol, da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), Sinpro (Sindicato dos Professores), dentre outras instituições.

Título: Professores e Sintepe se organizam para barrar retirada do espanhol da Matriz Curricular, Conteúdo: No último sábado (03) representantes dos professores e professoras de espanhol, estudantes, acadêmicos e dirigente do Sintepe se reuniram no auditório do Sindicato para discutir estratégias para reverter o retrocesso na Portaria SEE 637, de 29 de janeiro de 2018, que retira a obrigatoriedade do ensino de Espanhol da Matriz Curricular das Escolas de Referência e Escolas Técnicas Estaduais. O clima da plenária era de indignação, pois a medida é uma contradição com os últimos investimentos na língua feitos pelos/as trabalhadores/as em educação da rede estadual e com o crescente interesse pelo idioma, falado por todos os países que fazem fronteira com o Brasil (exceto Suriname e Guianas). Muitos dos presentes se emocionaram, pois anos de dedicação e investimento podem ser destruídos com apenas uma canetada do governador, lembrou o presidente do Sintepe, Fernando Melo. Fernando Melo também confirmou que o tema será colocado na Mesa com o Governo do Estado, em negociação marcada para 8 de março entre o Sintepe e as secretarias de Educação e de Administração. Passa a fazer parte da pauta de reivindicações e passa a ser uma questão coletiva de interesse de toda a categoria, disse. Para Imara Benfica, coordenadora do Curso de Espanhol da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), a retirada o idioma da Matriz Curricular é uma ação ideológica e contrária a integração dos povos da América Latina. Existe o reconhecimento da relevância do nosso trabalho, se não fosse importante, não seríamos alvo de ataque. Trata-se de uma reforma de cunho político, não se trata de novas concepções pedagógicas, mas concepções de mundo, retirar a formação crítica para gerar mão-de-obra barata, disse. Levar o Espanhol para as escolas não é só levar o idioma, mas uma perspectiva mais ampla de integração, concluiu a professora. Janaina Vanina, professora de espanhol da Escola de Referência Porto Digital, já teve parte de sua carga horária preenchida com aulas de Empreendedorismo e Direitos Humanos e Cidadania. Para ela, uma frustração, pois não é especialista nas disciplinas. Janaina é uma das organizadoras do movimento de professores de espanhol e acredita que os docentes participarão mais ativamente das próximas atividades. Eu não me sinto uma derrotada. Sinto-me mais forte para buscar aquilo no que acreditamos, investimos e nos dedicamos. Não adianta apenas reclamar, e sim, clamar. Desesperar jamais, acreditar na esperança que não vem do esperar, mas sim do esperançar, disse, referindo a célebre frase do educador Paulo Freire. Estiveram presentes representantes dos cursos de Espanhol da UFPE, do Departamento de Letras da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), do Conselho Estadual de Educação, da Associação dos Professores de Espanhol, da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), Sinpro (Sindicato dos Professores), dentre outras instituições.



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