Gráficos priorizam na campanha salarial efetividade dos direitos

A hora da resistência é agora. Porque depois da campanha, nada mais poderá ser feito

Escrito por: Sindgraf-PE • Publicado em: 19/09/2017 - 10:29 Escrito por: Sindgraf-PE Publicado em: 19/09/2017 - 10:29

Todo ano quando vai chegando outubro, o reajuste salarial passa a ser a preocupação de todo gráfico. É quando começa a campanha salarial. A primeira assembleia da categoria foi inclusive realizada na quinta-feira (14), ocasião em que foi definida a pauta de reivindicação para este ano. Mas, mesmo se renovar a atual Lei dos Gráficos que contém 59 direitos na Convenção Coletiva de Trabalho, o pagamento das horas-extras e do piso salarial dos gráficos, e muito mais, podem deixar de existir devido a reforma trabalhista, que começa a valer em novembro, um mês após a data-base da classe. Assim, os trabalhadores na assembleia decidiram que a luta pela garantia efetiva da Lei do Gráfico, que só se dará através da inclusão na convenção de cláusulas de barreiras à reforma, é mais importante do que o reajuste salarial de 2017, sendo necessário todos gráficos se reinventarem nesta campanha para continuarem existindo.

Não foi exagero a decisão da classe de deixar em segundo plano a luta pelo reajuste salarial. Os gráficos sabem que a recomposição é baseada na inflação dos últimos 12 meses, a qual está bem baixa. A de agosto foi de 1,7%, o que é bem provável que o aumento do salário será pequeno. Já o prejuízo financeiro para os trabalhadores será bem maior se a hora-extra deixar de ser paga em dinheiro, como a reforma trabalhista indica,  bem como com o fim do piso salarial diante de novos tipos de contratos de trabalho precários, além de outros prejuízos. Assim, preferiram a luta deste ano em prol da hora-extra em dinheiro, piso salarial, contratos de trabalho tradicional com 44 horas semanais, homologação da rescisão contratual no sindicato e os demais direitos contidos na Lei dos Gráficos.

“A primeira assembleia já mostrou que esta campanha salarial será bem diferente de todas as anteriores onde o foco era aumento do salário. A luta será pela manutenção da Lei dos Gráficos para garantir a existência do trabalho decente dos atuais gráficos e os das próximas gerações. A categoria na assembleia inovou e já está se reinventando para manter seus direitos. Será a campanha de resistência onde para ter êxito todos precisam se reinventar contra a aplicação da reforma trabalhista”, disse ao final da assembleia Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

O dirigente não escondeu a sua preocupação com os efeitos malignos da reforma sobre a categoria se todos os gráficos não se reinventarem nesta campanha. Iraquitan falou que a reforma já iniciou informalmente, com demissão, assédios e pressões de empresas contra gráficos para fazerem bancos de horas – prática hoje ilegal, mas que será liberada a partir de 11 de novembro, se a categoria não conseguir nesta campanha a implantação de cláusula de barreiras na Convenção da Lei do Gráfico. Ele contou ainda que muitas gráficas já estão fazendo cursos com seus RH para aplicar a reforma trabalhista já a partir do dia 11 de novembro.

“A hora da resistência é agora. Porque depois da campanha, nada mais poderá ser feito efetivamente contra estas mazelas. Pois, sozinho, cada gráfico irá sucumbindo individualmente na sua empresa com a retirada de seus direitos diante da exigência patronal apoiado por esta reforma trabalhista, excluindo inclusive a possibilidade de o Sindgraf e a Justiça poderem fazer algo em defesa da classe trabalhadora”, alerta Iraquitan.

Os gráficos da assembleia saíram inclusive com a tarefa de mostrarem aos seus colegas de trabalho a amplitude negativa da reforma contra os direitos de todos. A campanha está formalmente iniciada. Quem faz a lei é a luta. Sempre foi e assim será. Tanto que a 1ª Convenção Coletiva dos gráficos foi criado através de uma greve em sete de fevereiro de 1923 – razão desta data ter se tornado o Dia Nacional da categoria. Ao longo de quase cem anos, os gráficos de 1923 deixaram para nós a Lei dos Gráficos, que Temer e seus congressistas aliados podem destruir a partir de 11 de novembro. Logo, é preciso resistir e se reinventar para evitar este mal, garantindo pra si tais direitos e para os futuros gráficos.

Título: Gráficos priorizam na campanha salarial efetividade dos direitos, Conteúdo: Todo ano quando vai chegando outubro, o reajuste salarial passa a ser a preocupação de todo gráfico. É quando começa a campanha salarial. A primeira assembleia da categoria foi inclusive realizada na quinta-feira (14), ocasião em que foi definida a pauta de reivindicação para este ano. Mas, mesmo se renovar a atual Lei dos Gráficos que contém 59 direitos na Convenção Coletiva de Trabalho, o pagamento das horas-extras e do piso salarial dos gráficos, e muito mais, podem deixar de existir devido a reforma trabalhista, que começa a valer em novembro, um mês após a data-base da classe. Assim, os trabalhadores na assembleia decidiram que a luta pela garantia efetiva da Lei do Gráfico, que só se dará através da inclusão na convenção de cláusulas de barreiras à reforma, é mais importante do que o reajuste salarial de 2017, sendo necessário todos gráficos se reinventarem nesta campanha para continuarem existindo. Não foi exagero a decisão da classe de deixar em segundo plano a luta pelo reajuste salarial. Os gráficos sabem que a recomposição é baseada na inflação dos últimos 12 meses, a qual está bem baixa. A de agosto foi de 1,7%, o que é bem provável que o aumento do salário será pequeno. Já o prejuízo financeiro para os trabalhadores será bem maior se a hora-extra deixar de ser paga em dinheiro, como a reforma trabalhista indica,  bem como com o fim do piso salarial diante de novos tipos de contratos de trabalho precários, além de outros prejuízos. Assim, preferiram a luta deste ano em prol da hora-extra em dinheiro, piso salarial, contratos de trabalho tradicional com 44 horas semanais, homologação da rescisão contratual no sindicato e os demais direitos contidos na Lei dos Gráficos. “A primeira assembleia já mostrou que esta campanha salarial será bem diferente de todas as anteriores onde o foco era aumento do salário. A luta será pela manutenção da Lei dos Gráficos para garantir a existência do trabalho decente dos atuais gráficos e os das próximas gerações. A categoria na assembleia inovou e já está se reinventando para manter seus direitos. Será a campanha de resistência onde para ter êxito todos precisam se reinventar contra a aplicação da reforma trabalhista”, disse ao final da assembleia Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE. O dirigente não escondeu a sua preocupação com os efeitos malignos da reforma sobre a categoria se todos os gráficos não se reinventarem nesta campanha. Iraquitan falou que a reforma já iniciou informalmente, com demissão, assédios e pressões de empresas contra gráficos para fazerem bancos de horas – prática hoje ilegal, mas que será liberada a partir de 11 de novembro, se a categoria não conseguir nesta campanha a implantação de cláusula de barreiras na Convenção da Lei do Gráfico. Ele contou ainda que muitas gráficas já estão fazendo cursos com seus RH para aplicar a reforma trabalhista já a partir do dia 11 de novembro. “A hora da resistência é agora. Porque depois da campanha, nada mais poderá ser feito efetivamente contra estas mazelas. Pois, sozinho, cada gráfico irá sucumbindo individualmente na sua empresa com a retirada de seus direitos diante da exigência patronal apoiado por esta reforma trabalhista, excluindo inclusive a possibilidade de o Sindgraf e a Justiça poderem fazer algo em defesa da classe trabalhadora”, alerta Iraquitan. Os gráficos da assembleia saíram inclusive com a tarefa de mostrarem aos seus colegas de trabalho a amplitude negativa da reforma contra os direitos de todos. A campanha está formalmente iniciada. Quem faz a lei é a luta. Sempre foi e assim será. Tanto que a 1ª Convenção Coletiva dos gráficos foi criado através de uma greve em sete de fevereiro de 1923 – razão desta data ter se tornado o Dia Nacional da categoria. Ao longo de quase cem anos, os gráficos de 1923 deixaram para nós a Lei dos Gráficos, que Temer e seus congressistas aliados podem destruir a partir de 11 de novembro. Logo, é preciso resistir e se reinventar para evitar este mal, garantindo pra si tais direitos e para os futuros gráficos.



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