BA: Empresa demite e coloca em prática Reforma Trabalhista

CUT vai à luta pelos direitos de mais de 200 rodoviários demitidos e aciona MPT

Escrito por: ASCOM CUT BAHIA - Aline Damazio • Publicado em: 30/11/2017 - 12:53 • Última modificação: 06/12/2017 - 12:39 Escrito por: ASCOM CUT BAHIA - Aline Damazio Publicado em: 30/11/2017 - 12:53 Última modificação: 06/12/2017 - 12:39

A nova Lei Trabalhista, que entrou em vigor no último dia 11, está sendo usada pelas empresas de transporte rodoviário da Bahia para demitir em massa, não repassar FGTS, não pagar vale-transporte nem plano de saúde aos trabalhadores e fazer contratos de trabalho intermitente, sem direito nenhum.

Foi o que aconteceu nas empresas de transporte São Luís e Falcão Real que demitiram 226 trabalhadores sem negociação com o sindicato. Entre os demitidos estão o presidente do Sindinter (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário Intermunicipal no Estado da Bahia) e outros quatro sindicalistas.

Nesta terça-feira, 28, dirigentes da CUT Bahia e os trabalhadores demitidos participaram de uma reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT), mas os representantes das empresas não compareceram. O procurador do trabalho, Pedro Lino, remarcou a audiência para a próxima sexta- feira, 1/12.

Até a audiência, “é estado de alerta!”, diz o presidente da CUT Bahia, Cedro Silva.

A CUT Bahia está dando toda suporte aos trabalhadores e a diretoria do Sindinter. Cedro garante que a CUT vai lutar contra todas as irregularidades cometidas pelas empresas no processo de demissão em massa, entre elas, a dispensa de gestantes, de trabalhadores e trabalhadoras que estavam de licença médica e de dirigentes sindicais que têm estabilidade.

“Não vamos aceitar que pais e mães de família que aguardavam receber o décimo terceiro e o salário do mês sejam surpreendidos com a porta da rua. Já acionamos nossos advogados e vamos realizar uma audiência de urgência no Ministério Público do Trabalho”.

As empresas São Luís e Falcão Real afirmaram que precisam reduzir o quadro de funcionários mas estão, na verdade, substituindo os demitidos por motoristas com contratos motoristas temporários.

Para o secretário geral da CUT e do Sindinter, Leonicio Maciel, essa situação é um absurdo e a CUT Bahia atuará ao lado dos trabalhadores na defesa de seus direitos. “Estamos buscando o Ministério Público do Trabalho para também intervir nessa situação. Empresas que demitem trabalhadores, não sinalizam homologações, só apresentam a demissão são inaceitáveis. Vamos caminhar ao lado da classe trabalhadora em mais essa luta”, afirma o dirigente da CUT Bahia

As empresas São Luís e Falcão Real tentam passar por cima da Lei prevista nos artigos 8º, VIII, da Constituição Federal e 543, parágrafo 3º da CLT que asseguram a estabilidade do dirigente sindical para lutar pelos direitos dos trabalhadores sem pressão, nem demissão.

Os dirigentes sindicais demitidos Daniela Cardoso; Carlito Bonfim Flor; Euvaldo Alves (presidente do sindicato); Valter Cerqueira e Gabriel dos Santos estavam juntos aos companheiros também na luta pela manutenção de seus direitos.

Para Euvaldo Alves, presidente do Sindinter (também demitido) a luta a união dos trabalhadores nesse momento é fundamental. “A direção do sindicato já foi para cima dessas empresas, já temos várias ações na justiça contra esses empresários. Mas estamos junto com os trabalhadores para resolver ou na justiça ou em uma mobilização” acrescenta o presidente do Sindinter.

Como começou

A luta começou quando no dia (20/11), quando sem aviso prévio, nenhuma garantia de recebimento dos direitos trabalhistas, 226 trabalhadores foram demitidos das empresas de ônibus São Luiz e Falcão Real.
O Sindinter e o corpo jurídico do sindicato organizaram uma assembleia extraordinária no dia 27, na sede do sindicato, entre diversas orientações, foi eleita uma comissão de trabalhadores que participará de audiência, solicitaram apoio da CUT Bahia e informaram sobre o próximo passo, que foi a audiência no MPT, no dia 28.

Título: BA: Empresa demite e coloca em prática Reforma Trabalhista, Conteúdo: A nova Lei Trabalhista, que entrou em vigor no último dia 11, está sendo usada pelas empresas de transporte rodoviário da Bahia para demitir em massa, não repassar FGTS, não pagar vale-transporte nem plano de saúde aos trabalhadores e fazer contratos de trabalho intermitente, sem direito nenhum. Foi o que aconteceu nas empresas de transporte São Luís e Falcão Real que demitiram 226 trabalhadores sem negociação com o sindicato. Entre os demitidos estão o presidente do Sindinter (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário Intermunicipal no Estado da Bahia) e outros quatro sindicalistas. Nesta terça-feira, 28, dirigentes da CUT Bahia e os trabalhadores demitidos participaram de uma reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT), mas os representantes das empresas não compareceram. O procurador do trabalho, Pedro Lino, remarcou a audiência para a próxima sexta- feira, 1/12. Até a audiência, “é estado de alerta!”, diz o presidente da CUT Bahia, Cedro Silva. A CUT Bahia está dando toda suporte aos trabalhadores e a diretoria do Sindinter. Cedro garante que a CUT vai lutar contra todas as irregularidades cometidas pelas empresas no processo de demissão em massa, entre elas, a dispensa de gestantes, de trabalhadores e trabalhadoras que estavam de licença médica e de dirigentes sindicais que têm estabilidade. “Não vamos aceitar que pais e mães de família que aguardavam receber o décimo terceiro e o salário do mês sejam surpreendidos com a porta da rua. Já acionamos nossos advogados e vamos realizar uma audiência de urgência no Ministério Público do Trabalho”. As empresas São Luís e Falcão Real afirmaram que precisam reduzir o quadro de funcionários mas estão, na verdade, substituindo os demitidos por motoristas com contratos motoristas temporários. Para o secretário geral da CUT e do Sindinter, Leonicio Maciel, essa situação é um absurdo e a CUT Bahia atuará ao lado dos trabalhadores na defesa de seus direitos. “Estamos buscando o Ministério Público do Trabalho para também intervir nessa situação. Empresas que demitem trabalhadores, não sinalizam homologações, só apresentam a demissão são inaceitáveis. Vamos caminhar ao lado da classe trabalhadora em mais essa luta”, afirma o dirigente da CUT Bahia As empresas São Luís e Falcão Real tentam passar por cima da Lei prevista nos artigos 8º, VIII, da Constituição Federal e 543, parágrafo 3º da CLT que asseguram a estabilidade do dirigente sindical para lutar pelos direitos dos trabalhadores sem pressão, nem demissão. Os dirigentes sindicais demitidos Daniela Cardoso; Carlito Bonfim Flor; Euvaldo Alves (presidente do sindicato); Valter Cerqueira e Gabriel dos Santos estavam juntos aos companheiros também na luta pela manutenção de seus direitos. Para Euvaldo Alves, presidente do Sindinter (também demitido) a luta a união dos trabalhadores nesse momento é fundamental. “A direção do sindicato já foi para cima dessas empresas, já temos várias ações na justiça contra esses empresários. Mas estamos junto com os trabalhadores para resolver ou na justiça ou em uma mobilização” acrescenta o presidente do Sindinter. Como começou A luta começou quando no dia (20/11), quando sem aviso prévio, nenhuma garantia de recebimento dos direitos trabalhistas, 226 trabalhadores foram demitidos das empresas de ônibus São Luiz e Falcão Real. O Sindinter e o corpo jurídico do sindicato organizaram uma assembleia extraordinária no dia 27, na sede do sindicato, entre diversas orientações, foi eleita uma comissão de trabalhadores que participará de audiência, solicitaram apoio da CUT Bahia e informaram sobre o próximo passo, que foi a audiência no MPT, no dia 28.



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